sábado, 19 de abril de 2014
verdade.
Talvez não seja coragem que falta mas sim o fôlego que se perde pelo caminho, em todos os caminhos de todas as vezes.
E tu iludes-me, iludes porque eu deixo. Sempre deixei não é verdade?
Que as frases bonitas, apagassem todos os erros com que magoas. Deixo que o teu sorriso me conquiste , uma e outra vez. Que o teu abraço me aqueça, uma e outra vez. E que eu seja tua, uma e outra vez.
Doí, sim doí a ideia de te perder no entanto lembrar-te é cada dia mais difícil.
Cansada de pausas, de silêncios, de monotonia. Preciso de ritmo, de afinação, de som, da minha melodia alegre.
Há dias em que gostava de ter dado um fim à história.
Há dias em que gostava que não tivesses passado de um acorde, um acorde numa pauta de memórias.
Hoje, dou inicio , não à nossa mas à tua pauta. À tua pauta de memórias.
"a verdade dói, a mentira mata mas a dúvida tortura." Bob Marley"
20Abril014
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Fuga.
Sinto falta desses reflexos de fuga, desses que me levavam para longe de tudo.
Tenho saudades de ser livre, de não ver os pensamentos censurados por um destino, sim que eu escolhi, já traçado.
Já não encontro o balançar, a inexactidão já não ocupa mais espaço no deambular dos meus dia, só eu deambulo , me arrasto e prorrogo pela vida, na esperança que algo surja, que o crepúsculo faça soar de maneira diferente os gritos pelo mundo e este dê uma volta.
Uma volta que me leve para longe de tudo, para longe do fim do sonho, para longe de mim.
Em vão ou não, esta é uma pausa marcada.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Sarilho.
O tempo vai passando, as notas tornaram-se tão soltas nesta pauta, já não existe a sintonia de antes.
É tudo um pequeno sarilho, fracas linhas de conflitos mas que quando juntas se enrolam e derrubam as bases, formam-se grandes silêncios e é mais uma pausa, uma pausa na pauta, um arranhão nas memórias , um golpe naquilo que parecia tão forte.
Este vazio que através de um buraco negro, vai consumindo aquilo que resta da luz.
Chega desse medo, dessa carência, existe uma força por ai.
Vem como se nunca te tivesses apagado, vem por favor , vem neste minuto ainda pequena estrela.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Folha.
Vivemos daquilo que se crê ser correcto, somos por tantas vezes a folha que cambaleia por um trilho desconhecido e tantas outras a que fica presa num ralo de estrada.
Olhamos para o tempo, como direcção para o caminho a percorrer, sem pensar que tal como nós sobre a estrada, o tempo voa.
Quando algo de inesperado acontece e acordamos , soltamo-nos do tronco que nos manteve seguros até então e resolvemos dançar com o vento, deixar que nos sopre para longe , longe daquilo que nos prendeu por tempo indefinido.
Na simplicidade do fresco orvalho, rompesse um novo casúlo, nasce uma nova história, é uma nova aventura, largar o eu, para agarrar o sou e esquecer o serei.
Sorriso, um abraço prolongado, existe vida.
sábado, 22 de outubro de 2011
ondas.
Quando se pára para olhar o mar , não é objectivo principal compreender porque ele aje assim, apreciamos a sua liberdade , a forma como se move sem limites.
Na vida não podemos arrastar-nos por onde queremos , pois a cada movimento temos vários grãos de areia connonsco, o nosso percurso deixa sempre uma marca por onde passa e consoante a intensidade da pegada esse é o tempo que ela vai permanecer no nosso trajecto.
No ar sustêm-se pequenas gotas de maresia , que arrefecem a pele que anteriormente à descoberta agora procura o conforto à luz ou em outro corpo, são os pensamentos que ganharam asas e que sobrevoam a espuma , procuram uma resposta ou se contentam apenas com a beleza do momento.
O sol sume, a luz desaparece , mas algo está quente, algo permanece.
Não existem intrigas, nem questões, tudo é forte e seguro, a existência não é questionada.
A história pode esperar para ser contada.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
começo.
Uma verdadeira história , não irá desmornecer se não contar-mos o seu ínicio.
O antigo não é felicidade sendo até de ponderar se o passado não será a enciclopédia que carregamos para o resto dos nossos dias e por vezes aquilo que nos prejudica durante a nossa dádiva, fugimos das respostas para não acrescentar-mos definições.
Se não me for impingido a lembrar, fujo do calendário, não concordo que seja essencial, na verdade não passa de outra forma de criar novamente uma pauta marcada e tirar espaço às notas soltas, aquelas que provém de sorrisos, de abraços, de sentimentos indescritiveis, sobre isso o relógio não faz música, sobre a felicidade não se marca horário.
Nada tem um tempo, a sociedade constrói fases para rotinar a vida da humanidade, preocupamo-nos com o que virá, sem pensar no que se passa agora, agendamos e etiquetamos momentos em vez de os sentirmos, porque contablizar a duração de determinada sensação ?
É do conhecimento geral que isso não a fará permanecer por mais tempo, mais facilmente foge de onde tinha encontrado lugar.
Peço por irracionalidade, enquanto sou devorada por factos.
Procuro o meu lugar, a história acabou de começar.
Depois de melodiasdeumsonho e acordesdosilêncio (...)
Quanto vale o ritmo ?
A aquisição de uma rotina que nos prenda a algo e nos conforte ao adormecer com "fiz tudo o que tinha a fazer".
Mas e se não limitar-mos aquilo que temos para fazer, se houver uma pausa no obrigatório e uma fuga para o infimo espaço de opções , aquelas que nos libertam da pauta que escrevemos todos os dias, mas que por vezes é só tão melódica quanto o silêncio.
Hoje pensei que queria ser feliz, não encontrei as notas certas para construir a minha melodia, no vasto leque de acordes, apenas as pausas pareciam vir ao meu encontro.
Debitei o meu mundo por entre asneiras e pensamentos, só o espaço branco me atraí , aquele que não censura ou "ópina" sobre o que está correcto.
Tenho saudades de fazer planos, comprometer-me com abraços e trocar carícias melodiosas!
Faz-me falta, mas estou aqui para contar uma história.
Quanto vale o ritmo ?
A aquisição de uma rotina que nos prenda a algo e nos conforte ao adormecer com "fiz tudo o que tinha a fazer".
Mas e se não limitar-mos aquilo que temos para fazer, se houver uma pausa no obrigatório e uma fuga para o infimo espaço de opções , aquelas que nos libertam da pauta que escrevemos todos os dias, mas que por vezes é só tão melódica quanto o silêncio.
Hoje pensei que queria ser feliz, não encontrei as notas certas para construir a minha melodia, no vasto leque de acordes, apenas as pausas pareciam vir ao meu encontro.
Debitei o meu mundo por entre asneiras e pensamentos, só o espaço branco me atraí , aquele que não censura ou "ópina" sobre o que está correcto.
Tenho saudades de fazer planos, comprometer-me com abraços e trocar carícias melodiosas!
Faz-me falta, mas estou aqui para contar uma história.
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