terça-feira, 25 de outubro de 2011

Folha.

Vivemos daquilo que se crê ser correcto, somos por tantas vezes a folha que cambaleia por um trilho desconhecido e tantas outras a que fica presa num ralo de estrada. Olhamos para o tempo, como direcção para o caminho a percorrer, sem pensar que tal como nós sobre a estrada, o tempo voa. Quando algo de inesperado acontece e acordamos , soltamo-nos do tronco que nos manteve seguros até então e resolvemos dançar com o vento, deixar que nos sopre para longe , longe daquilo que nos prendeu por tempo indefinido. Na simplicidade do fresco orvalho, rompesse um novo casúlo, nasce uma nova história, é uma nova aventura, largar o eu, para agarrar o sou e esquecer o serei. Sorriso, um abraço prolongado, existe vida.

sábado, 22 de outubro de 2011

ondas.

Quando se pára para olhar o mar , não é objectivo principal compreender porque ele aje assim, apreciamos a sua liberdade , a forma como se move sem limites. Na vida não podemos arrastar-nos por onde queremos , pois a cada movimento temos vários grãos de areia connonsco, o nosso percurso deixa sempre uma marca por onde passa e consoante a intensidade da pegada esse é o tempo que ela vai permanecer no nosso trajecto. No ar sustêm-se pequenas gotas de maresia , que arrefecem a pele que anteriormente à descoberta agora procura o conforto à luz ou em outro corpo, são os pensamentos que ganharam asas e que sobrevoam a espuma , procuram uma resposta ou se contentam apenas com a beleza do momento. O sol sume, a luz desaparece , mas algo está quente, algo permanece. Não existem intrigas, nem questões, tudo é forte e seguro, a existência não é questionada. A história pode esperar para ser contada.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

começo.

Uma verdadeira história , não irá desmornecer se não contar-mos o seu ínicio. O antigo não é felicidade sendo até de ponderar se o passado não será a enciclopédia que carregamos para o resto dos nossos dias e por vezes aquilo que nos prejudica durante a nossa dádiva, fugimos das respostas para não acrescentar-mos definições. Se não me for impingido a lembrar, fujo do calendário, não concordo que seja essencial, na verdade não passa de outra forma de criar novamente uma pauta marcada e tirar espaço às notas soltas, aquelas que provém de sorrisos, de abraços, de sentimentos indescritiveis, sobre isso o relógio não faz música, sobre a felicidade não se marca horário. Nada tem um tempo, a sociedade constrói fases para rotinar a vida da humanidade, preocupamo-nos com o que virá, sem pensar no que se passa agora, agendamos e etiquetamos momentos em vez de os sentirmos, porque contablizar a duração de determinada sensação ? É do conhecimento geral que isso não a fará permanecer por mais tempo, mais facilmente foge de onde tinha encontrado lugar. Peço por irracionalidade, enquanto sou devorada por factos. Procuro o meu lugar, a história acabou de começar.
Depois de melodiasdeumsonho e acordesdosilêncio (...)

Quanto vale o ritmo ?
A aquisição de uma rotina que nos prenda a algo e nos conforte ao adormecer com "fiz tudo o que tinha a fazer".
Mas e se não limitar-mos aquilo que temos para fazer, se houver uma pausa no obrigatório e uma fuga para o infimo espaço de opções , aquelas que nos libertam da pauta que escrevemos todos os dias, mas que por vezes é só tão melódica quanto o silêncio.
Hoje pensei que queria ser feliz, não encontrei as notas certas para construir a minha melodia, no vasto leque de acordes, apenas as pausas pareciam vir ao meu encontro.
Debitei o meu mundo por entre asneiras e pensamentos, só o espaço branco me atraí , aquele que não censura ou "ópina" sobre o que está correcto.
Tenho saudades de fazer planos, comprometer-me com abraços e trocar carícias melodiosas!
Faz-me falta, mas estou aqui para contar uma história.